Se a nossa aura fosse tão perceptível quanto o nosso cabelo, pareceríamos diferentes da imagem que projetamos no dia-a-dia, através de atitudes ponderadas? Algo mudaria na forma como as pessoas nos vêem, se as minúcias da nossa personalidade fossem desveladas? Pensemos se haveria algo de que nos envergonhar, se os nossos instintos e pensamentos mais íntimos fossem jogados ao vento. Somos tão predispostos em apontar o defeito do outro, mas, pouco endereçamos esse olhar para dentro de nós. E, só sabemos de que somos capazes para alcançar os nossos objetivos, quando a nossa integridade é posta à prova pela vida. Felizmente, a busca pelo autoconhecimento tem sido um objetivo comum entre os que entendem a necessidade de evoluir.

Reconhecer potenciais e limitações, vulnerabilidades morais e de caráter, nos ajuda a dar passos largos em direção ao amadurecimento, e acende um clarão para a compreensão e condução dos nossos relacionamentos, seja na esfera pessoal ou profissional. Despir-nos de todos os subterfúgios não é tarefa simples. A alma humana é uma incógnita, suscetível a auto-sabotagem. Não é fácil adentrar o seu âmago. Tudo o que pensamos conhecer sobre nós mesmos está ancorado na nossa crença acerda do que no fundo admiramos e queremos ser. Mostramos a nossa verdade mais conveniente. E, de quantas máscaras lançamos mão, às vezes, para esconder o nosso lado obscuro? O fato é que quanto mais nos “especializamos” no pernicioso exercício da dissimulação, nos subjugamos a uma auto-sugestão capaz de convencer a nós mesmos de uma auto-imagem ilegítima.


O autoconhecimento para a justificação dos nossos erros é uma busca em vão. Quanto mais avançamos nessa viagem para dentro de nós, maior a nossa responsabilidade sobre os nossos atos. Não há como ir contra o propósito maior da vida, que é a evolução. Precisamos nos conhecer para, então, alcançarmos um nível de entendimento mais profundo conosco, e com as pessoas que a vida colocou no nosso caminho para serem instrumentos do nosso aprendizado. Não nos acomodemos com o que somos hoje. À medida que nos melhoramos, tudo e todos mudam em nosso favor.


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A felicidade é o maior anseio da humanidade. Tudo o que pode representar o estado máximo de realização, bem estar, satisfação, etc., pode ser resumido em uma única palavra: felicidade. Todos nós a buscamos, incansa- velmente, a vida inteira.
Mas, o que vem a ser, essencialmente, a felicidade? Alguns afirmam que ela não existe. Numa perspectiva menos pessimista, ela seria um estado de espírito efêmero. Experimentado em fragmentos, pedacinhos de tempo. Há, inclusive, quem a tema pelo mau presságio de que ela precede sempre um acontecimento ruim. Algo que vem para justamente “estragar” a tal felicidade (imerecida?).

Vê-se a felicidade no olhar de quem nada tem. Procura-se, em vão, a felicidade no olhar vazio de quem tem tudo, aparentemente, para ser feliz. Existe um grande paradoxo em torno dessa percepção. Enfim, como conceituar a felicidade de uma forma abrangente e unânime? Podemos crer que a felicidade é tudo o que o dinheiro não compra. Utopia? Pois bem! Pensemos nesse “tudo” que o dinheiro não compra e reconheçamos a legítima felicidade.

Tem gente que não consegue imaginar a felicidade sem dinheiro. Considera demagogia dizer que ele não a facilita (pelo menos). “Se felicidade é ter paz, o dinheiro salda as dívidas que aniquilam a paz”. Mas, estar quites com as contas não é suficiente para ser feliz. Tão pouco, nos faz conhecer a paz em sua plenitude.

O dinheiro não compra PAZ DE ESPÍRITO
A paz pela tranqüilidade da nossa consciência e pelo sentimento de dever cumprido para com os nossos filhos, nossa família, nosso trabalho e nosso próximo (inclusive, para com os nossos credores). Essa é a verdadeira paz. As nossas escolhas e atitudes determinam o tamanho da paz que atraímos para a nossa vida.

Cultivar a honestidade, por exemplo, nos assegura a paz. Quanto mais a praticamos, mais resistimos às pequenas tentações, e mais ficamos imunes às grandes. Qualquer vantagem que pleiteamos em detrimento do benefício do outro, a vida nos cobra de alguma maneira.

Levar o prejuízo é sempre menos danoso que causar. Ter confiança em Deus nos faz crer com firmeza que Ele nos dará lá na frente, o que por hora nos é subtraído. A autovigília constante nos ajuda a identificar situações lúbricas, escorregadias. Nossa consciência sempre acusa os “desvios do bom caminho”. Não há como nos enganar. Quem não deve tem a consciência tranquila. E todos esses esforços nos livram dos maiores inimigos da paz: a culpa e o remorso.

O dinheiro não compra o AMOR
Amar e ser amado são um estímulo poderoso à felicidade. O amor, em todas as suas expressões é uma doação. Tudo o que se dá de coração, de forma verdadeira e desinteressada, é naturalmente recompensado. Ninguém recebe menos que sua própria contribuição. Quando nos sentimos vítima, ou quando não somos sinceros nas nossas atitudes, temos dificuldade em reconhecer essa máxima. Estar em harmonia com a nossa família, ter amigos valorosos que nos estimam, é imprescindível à felicidade.

O amor entre duas pessoas, quando pleno e verdadeiro, nasce e é sustentado pela admiração mútua. Somente a admiração é capaz de manter a integridade do amor. A beleza física atrai. Mas é a admiração que faz permanecer. Devemos ter interesse real em nos tornar seres humanos melhores. O empenho diário em controlar maus impulsos promove constantes “reformas íntimas” que nos proporcionam grande crescimento e nos tornam pessoas mais amáveis.

Atraímos amor nos pequenos gestos. Quando evitamos, por exemplo, julgamentos e comentários inúteis sobre outras pessoas, muitas vezes sem procedência. Não faz muito tempo, li um texto que me chamou muito a atenção. Algo assim: “se você sabe alguma informação negativa a respeito de alguém, antes de passá-la adiante, reflita: tenho certeza da veracidade dessa informação? Comentá-la irá mudar algo na minha vida? Então, guarde-a para você. Seu único trunfo será denegrir a reputação dessa pessoa, talvez prejudicá-la, sob o risco de ser uma inverdade ou meia-verdade.” Que mérito isso tem? Falar mal dos outros é deselegante e a pior má impressão que causa é sobre a nossa própria imagem. Fazemos isso habitualmente (até o dia que decidirmos nos policiar).

O dinheiro não compra FÉ EM DEUS
A vida nos apresenta, algumas vezes, circunstâncias de difícil superação. Esse é um processo natural ao aprendizado e evolução para o qual estamos destinados. Devemos acreditar que todos os acontecimentos relevantes da nossa vida têm um objetivo maior, uma razão superior, por mais absurdo que nos pareça. A fé em DEUS é o poder que nos fortalece e encoraja. Acende em nosso coração a luz da esperança que nos impulsiona a seguir em frente, na certeza de que iremos transpor a dificuldade e abraçar uma nova oportunidade.

O dinheiro não compra DIGNIDADE
Embora o dinheiro seja o fim de todo ofício, e não exista dignidade sem um meio de subsistência, não é o dinheiro que nos dignifica. Mas, a nossa capacidade de prover o próprio sustento, de estabelecer metas e realizá-las. São os sonhos que movem e estimulam a vida. Quando temos dinheiro para tudo, não temos o que sonhar. O trabalho dignifica e nos afasta das inquietações do ócio. Faz-nos sentir úteis e livres de quaisquer condições de dependência ou submissão. Mesmo quando não necessitamos trabalhar, efetivamente, precisamos nos sentir úteis para não perdermos a dignidade, essencial à nossa felicidade.

O dinheiro não compra SAÚDE
A saúde é uma dádiva para a qual damos uma contribuição parcial, uma vez que ela parece não depender exclusivamente de nós. Ainda assim, grande parcela está diretamente relacionada aos nossos hábitos alimentares e estilo de vida. Mas, se estamos em paz, vivenciando o amor, com fé em Deus e dignidade, ganhamos outra fração, uma vez que a saúde é reflexo do nosso interior (mais do que podemos imaginar).

O dinheiro não compra paz de espírito, amor, saúde, fé em Deus ou dignidade. Falta alguma dessas coisas na vida de quem não é feliz. A felicidade, contudo, é um mérito ao alcance de todos. Cabe a cada um de nós fazer a sua parte, que a de Deus será dada por acréscimo, indubitavelmente.


Sinto-o partir a cada dia, pouco a pouco. Tão breve, que mal posso detê-lo. Sei que logo irá para sempre, deixando lembranças de um tempo feliz. É mais um que se vai, como outros tantos. Talvez eu não o esqueça nunca. Decerto, sentirei alguma nostalgia. Nem que seja na despedida, pois não sou de pedra. Mas, até já me pego pensando no outro. O que está por vir.

Haverá de ser igualmente bom, ou melhor. E chegará tão logo ele se vá. Trazendo amor, harmonia e novas oportunidades de aprendizado e realização. Obrigada, dois mil e nove. Sou grata a Deus. Adeus...



Quando eu tinha vinte e poucos anos, achava que tudo girava em torno daquele tempo. O tempo presente. Eu tinha a sensação (quase uma certeza) de que as coisas não tinham a mesma graça, ou faziam o mesmo sentido depois dos trinta. Era como se as emoções só fossem vivas e intensas durante um período que eu julgava ser a “juventude”. Havia em mim uma pressa em ser feliz, um espírito missionário de “consertar” pessoas e coisas, e fazer as minhas escolhas darem certo a qualquer custo. E com essa determinação eu me achava capaz de transformar tudo o que considerava aquém das minhas expectativas (ai, como eu era “sofredora”).

Até que os anos passam, voam, e o tempo presente continua a nos parecer insuperável, o momento ideal para sermos felizes e realizarmos os sonhos de agora, mais sólidos ao nosso “olhar maduro”. Deixamos de gastar energia com coisas que passamos a considerar pouco importantes. Aprendemos sobre a nossa incapacidade de mudar o que não depende exclusivamente de nós, e paramos com esse propósito. Aceitamos ou deixamos de lado, as tais coisinhas. Simples! E, o melhor de tudo, é que enxergamos o real valor de cada uma delas. Em síntese, é muito mais fácil ser feliz depois dos trinta! Dos quarenta... (a não ser que estejamos mortos em vida).



Esses dias, eu estava com o “quinteto” no nosso entusiástico almoço semanal, quando um telefonema inesperado deixou atônitas as irmãs Markan. Uma tia muito querida, que nem estava doente nem nada, subitamente morreu. Aliás, prefiro o termo desencarnou. A palavra morte denota o fim de tudo, coisa que de fato não existe pra mim. Mas, enquanto o garçom fechava a conta, eu buscava palavras (se é que elas existem nessas horas) para confortá-las. Elas estavam muito abaladas (e perplexas) porque um dia antes a tia estava em perfeito estado. Isso nos fez refletir brevemente sobre a fragilidade da vida. Reflexão que me acompanha até esse instante, e que compartilho agora.

Essa chama que é a vida só precisa de um sopro para se dissipar. Simplesmente acontece. Ninguém está imune. Porém, habitualmente só estamos atentos a essa possibilidade na eminência de algum problema de saúde. Subestimamos a nossa vulnerabilidade. Esquecemos que o corpo humano é suscetível a uma série de ameaças! E nem vou pontuá-las aqui porque esse não é o foco. Eu quero falar daquela vozinha da consciência que clama “criatura, te alui!!!”, quando experimentamos a perda de alguém próximo de nós. É quando vemos claramente o quanto tudo é transitório, efêmero. Tudo. Tudo passa. Esvai-se. A vida cessa (pelo menos esta atual). Também nos faz pensar nos valores do mundo materialista e consumista no qual estamos envolvidos. E num piscar de olhos caem centenas de fichas, enxergamos coisas tão óbvias, vistas antes com uma leviana indiferença. Como por exemplo, a nossa pouca sabedoria em conduzir a própria vida.

Tantas vezes desperdiçamos tempo valorizando coisas sem importância, incitando a raiva, o ressentimento, dando asas a sentimentos pouco nobres como o orgulho (que ingenuamente chamamos de “amor próprio”), nos desarmonizando com pessoas que amamos etc., etc.. Descartamos boas chances de ser feliz. Amiúde, temos mesmo tudo pra ser feliz. Mas escolhemos viver ao sabor das nossas insatisfações e lamúrias. Não damos valor ao que temos de precioso, às pérolas que muitos desejariam em nosso lugar. A qualquer preço.

Mas, essa pouca inteligência também permeia a nossa covardia. De admitir uma vida medíocre. De encarar os problemas de frente. De “chutar o balde”. De mudar. De recomeçar. Empurramos a vida com a barriga (uma vida inteira). Canalizamos a energia de toda uma existência para coisas que deviam ter valido, no máximo, uma fase passageira para servir de aprendizado. E aí? Olhamos para trás e conjecturamos vários “se’s”. Os “e se eu tivesse feito assim”. Os piores erros que cometemos se dão pela atitude não tomada, a palavra não proferida, a decisão protelada. Temos muito medo de arriscar. E esse medo é que nos rouba novas oportunidades. Inclusive, de nos encontrar. Arrepender-se do que fizemos ou do que deixamos de fazer. O que é pior? Às vezes, é melhor correr riscos (com responsabilidade) que ter uma vida desventurada.

Ninguém quer falar sobre a morte, esse destino irrevogável. Escrever essa palavra é até esquisito. Tão pouco pensar que a areia do cone superior da nossa ampulheta da vida pode estar minguando. Todos nós estamos sujeitos a ser surpreendidos pela “ruptura” irreversível. Não importa o que estejamos a fazer, quais projetos tenhamos ainda a realizar. Chegada a hora, c'est fini. O livro fica sobre a cabeceira com o marcador na metade, e vai sobrar três quartos do perfume regrado para as ocasiões especiais. Essa mania de deixar para amanhã, de guardar para depois, de adiar os planos, de ficar criando coragem para fazer o que tem que ser feito já, é pura tolice (pra não dizer burrice).

Vamos usar as taças de cristal, o aparelho de porcelana, os talheres de prata (o perfume francês pode deixar para os momentos especiais). Fazer, agora, as pazes com o nosso amor, pedir desculpas a quem magoamos, sobretudo perdoar! Mas, principalmente, vamos nos esforçar em ser pessoas melhores. Melhores em todos os papéis que desempenhamos na sociedade em que vivemos, no nosso ambiente de trabalho, no nosso lar, com a nossa família. Esse dia que a gente desperdiçou em nome dos nossos caprichos, não volta mais. E amanhã... Amanhã pode não existir.


"Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada". (Lya Luft)
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Tenho sonhos de um futuro simples e pacato, oposto à minha vida urbana. Avesso do meu presente. E entrever esse amanhã me dá insights de felicidade. Ao mesmo tempo, medo. De não me acostumar. De sentir tédio. Mas, por que o desejo tanto? Esse lugar. Onde não existe congestionamento, poluição, estresse, a futilidade e o supérfluo. O tal futuro. Vejo-o, como se já o tivesse vivido. Sinto-o como se me fosse tão próximo. Quero-o, como se o houvesse perdido.

Imagino. Uma casa na Serra, em perfeita harmonia com a natureza e o frio. O despertar cedinho, todos os dias. Quando os primeiros raios de sol se enfiam nas frestas, em fachos de fumaça com purpurina. Lá, me espreguiço sem pressa, ouvindo o cantarolar dos passarinhos. Dou uns gemidos, falo com a voz fina, e entre pausas pra implorar uma cosquinha, conto o meu sonho, sem pé e sem cabeça. Rogo pra não ser interrompida (senão esqueço-o). Floreio pra ficar interessante.

Depois, passo um café moído, desses que empesta a casa com o seu cheirinho. Sobre a mesa, toalha xadrez e a flor no vaso. Flor de verdade, do meu bucólico jardim. Uma janela bem grande na cozinha, com cortina de babadinho. Só pra ver a laranjeira carregada, a horta, e se o cacho de banana está mais maduro.

Uma tapioca com manteiga, enroladinha, feito um charuto. Vou molhar no café - alguém repara? Não, se em xícaras de porcelana, com rosinhas no detalhe. Ao sabor do grão forte, devaneio, faço planos pro almoço. Um risoto de camarão, talvez. Ele pede espaguete à carbonara, com bastante manjericão.

Xícaras na pia, pé na estradinha. Tem flor de mato nas coxias. Sinto o odor da terra úmida, dou bom dia pra vizinha. Proseamos sobre os filhos (umas corujices). E lembramos os velhos tempos, com aliviado saudosismo. A vida corrida, a rotina de trabalho, os filmes devolvidos sem assistir nos finais-de-semana relâmpago. Quando não se podia escolher ficar mais tempo na cama. O tempo que a gente não tinha tempo (de viver).

De volta, chupamos laranjas no alpendre à sombra do ipê que desfolha um tapete amarelo sobre a grama, que eu não deixo varrer. Ele fala de política, discursa sobre o mercado financeiro. Eu cobro a revisão do meu texto e me convido a escrever. Na mesa defronte à janela, acima do monitor, vejo ao longe a pequena cabana que margeia a linha tênue azul. E os pontos escuros que se mexem. Parecem galinhas.

Eu escrevo. Ele estuda uma trava de baixa. Dá vontade de tomar um licor. E já é hora de cozer uma comidinha. Vou direto ao espaguete, ele finge que prefere o risoto. Eu duvido. Risoto, espaguete, risoto, espaguete. Espaguete! Dissimulo predileção. Ele diz que no fundo, queria o risoto. E eu nem acredito.

Passo o bacon com a cebola no azeite que borbulha na panela de pedra-sabão. Ele põe minha taça de vinho e pede muito macarrão. Eu nego (rende às pampas depois de cozido). Ele teima, e enfia mais na água fervente, enquanto colho um raminho de manjericão. Eu resmungo e ele sai de fininho. Vai sobrar e eu detesto requentado. Assim, vão-se uma manhã, um soninho depois do almoço, uma massagem, outras chantagens e uns CDs clássico/instrumental. Baixinho. E um bocado de teimosias.

Mais um cafezinho (com biscoito caseiro) e voltamos pro nosso cantinho na janela. Ele ainda estuda a mesma trava. E estou a reescrever o que já estava escrito. Maldigo meu perfeccionismo. O sol beija a montanha, e o traço azul do rio nem mais se vê. E antes que o céu arroxeie, um passeio pelo quintal. Vemos o que brotou e o que desabrochou. O que amadureceu e o que não foi pra frente. Regamos o jardim. Completamos a água do beija-flor. Babo com a flor que abriu. Assusto-me com um inseto voador. Grito, rio, tá frio. Ele acende a lareira e eu corro pro chuveiro quentinho.

Vai reinar arroz com ovo estrelado pro jantar (de novo). Arroz exalando cheiro de alho, com requeijão e salsinha picada em pedaços microscópicos. Queijo assado crocante, e ovos de gema corada, da galinha corredora de terreiro, da dona Mazé da mercearia. Nada de perder o jornal na tevê, e até me viciei na novela. Uma leitura pra chamar o soninho. Mario Vargas Llosa, se ainda restar algum que eu não li. Por fim, o derradeiro bocejo e uma prece a Deus. E assim, mais um dia vi-vi-do. E a vida já não passa por nós. Em meio a cumplicidades, chamegos e teimosias, somos crianças felizes!
...
Foto divulgação.



Se fosse possível congelar momentos,
Faríamos desses, perpétuos,
Para sentirmos mais uma vez
Cada um desses instantes únicos.

Para coser com linha perene,
Esses retalhos de felicidade.
Dias que viram lembranças.
Fotografias que se emolduram na memória
Como fragmentos de história.

Pois, se a vida é efêmera,
E pela janela do tempo, escapole,
Breve e intangível,
A amizade verdadeira é plena,
E se preserva indelével,
Nas redomas do coração.
.
.
Obs.: por justa reivindicação da nossa linda Déia, mudei a foto (a outra cortava-lhe a cabeça). Somos o único "quinteto de seis" do planeta Terra. Da esquerda pra direita, e de cima pra baixo, somos: Luiza, Ilnah, eu, Renata, Daniele e Andréa.




Desde o ingresso na Publicidade, duas décadas atrás, a minha rotina de trabalho é intensa. Como algumas profissões, a publicidade absorve bastante o nosso tempo e energia. Nos primeiros onze anos em Agência, eu vivi uma época de muito entusiasmo, descobertas e imersão. Mas tudo era imprevisível. Não havia hora certa pra encerrar o expediente, e eu nunca sabia se iria, ou não, conseguir sair pra almoçar em casa (aqui em Fortaleza, as pessoas têm esse bendito hábito). E não foram raras as vezes que eu virei noites trabalhando como um zumbi, debruçada em Campanhas do Governo, na guerra das licitações públicas que prometiam verbas cobiçadíssimas e duramente disputadas entre as Agências (até hoje). Cada parte envolvida tinha uma grande responsabilidade no processo. Então, o estresse era enlouquecedor.

Naquele tempo, a única forma de uma Agência suprir à necessidade por determinado profissional era buscá-lo no próprio mercado, oferecendo-lhe uma proposta financeira compensadora, o que provocava ascensões rápidas e uma grande rotatividade desses profissionais. O único curso de Comunicação, em Fortaleza, só oferecia habilitação em Jornalismo. Portanto, as Agências dispunham apenas daquelas pessoas que trabalhavam na área, com tempo de experiência. Eu mesma, só vim ingressar na faculdade quando já tinha anos de profissão. E, ainda assim, depois de quatro semestres, decidi mudar para o jornalismo, pois além da tendência e gosto pela literatura, o curso não trazia nada de novo pra mim, além de passar uma teoria bem diferente da prática que eu tão bem conhecia.

O jornalismo foi uma paixão que durante a faculdade me fez pensar muitas vezes em largar a publicidade. Nessa época, eu já trabalhava em veículo de comunicação, na área comercial, e durante as manhãs de sábado eu trocava o meu descanso, a minha casa, pela Redação, onde era colaboradora voluntária, por deleite. Eu amava aquele setor do Jornal. Gostava de estar entre aquela gente que respirava informação. Sentia-me no meu habitat. Pouco antes de me formar, pus os pés no chão, e me conscientizei de que eu não tinha idade e nem retaguarda para começar do zero uma nova profissão. Eu já havia construído uma história na publicidade, ganhava um bom salário. Dificilmente conseguiria os mesmos patamares como jornalista. Fiz a opção mais sensata e realista. Em compensação, a publicidade apresentou-me caminhos novos e oportunidades que me proporcionam até hoje boas realizações.

Mas nunca deixei se perder de mim a veia jornalística. Faz parte da minha essência. Nas horas vagas, eu escrevo, eu leio, eu escrevo... Por mero prazer. E quanto mais escrevo, mais necessidade sinto de expressar tudo o que me vem à cabeça. E são tantas coisas, que já fico pensando no próximo texto, antes mesmo de concluir o que estou escrevendo. E, algo me diz que, lá na frente, vou dedicar mais tempo da minha vida à escrita. Eu tenho planos para o futuro. Preparo-me para ele. O futuro. A colheita. De uma vida cheia de histórias pra contar. Um outro estilo de viver. Diferente, ousado. Excêntrico? Talvez. São os meus sonhos de amanhã. Mas, isso, é assunto para a próxima conversa.


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O Ceará é aquele Estado que fica à direita do mapa e tem uma forma bem parecida com a do Brasil. Sua capital, Fortaleza, margeia umas bandas do Oceano Atlântico, onde as águas são de um verde que Deus foi buscar lá na escala Pantone! A areia é fofa e branquinha e as dunas são como montanhas de neve que o vento escultura. Nesse pedacinho do Globo, o céu é mais azul e o sol comparece todas as manhãs, mesmo no inverno, entre um chuvisco e uma neblina. E nem em dias raros de chuva pra valer, Fortaleza anoitece sem ver a luz do astro. Por isso, é também conhecida como “Terra da Luz”.

Conforme já havia falado em “Minha Louca Vida”, durante as minhas viagens pelo Brasil, muitos colegas de profissão ficam entusiasmados ao saber que sou do Ceará. E, de certa forma, estimulados por mim, planejam suas próximas férias aqui. Pois bem! Eis o roteiro prometido aos meus amigos publicitários, pra melhor aproveitarem esse pedacinho porreta do nordeste.

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AV. BEIRA MAR
Onde FicarHospede-se no Meireles, ou bairros adjacentes (Aldeota, Varjota, Praia de Iracema ou Dionísio Torres). De preferência, em hotel/pousada próximo ou na própria Avenida Beira Mar. Fazendo jus ao nome, ela beira o mar da Praia do Meireles, popularmente conhecida como Praia do Náutico. Um pedaço privilegiado da orla de Fortaleza, onde todas as manhãs, e também ao entardecer, pessoas de todas as idades caminham, sentem a vida. As crianças vão no “Trem da Alegria”, uma jardineira que passa tocando aquelas músicas do tempo do “Balão Mágico”, cheia de personagens da Disney, mamães, vovós e algodão doce. Na “Praça dos Estressados” tem sessão de massoterapia pra quem quiser relaxar ao ar livre. Não falta gente no quiosque do energético de guaraná com amendoim. Quem prefere (como eu), saboreia uma água de coco gelada no canudinho, economizando goles, pra não acabar logo.
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ENTARDECER NO PORTO DAS JANGADAS. A FOTO É MINHA (A FILHA E O GENRO, TAMBÉM)
Um pouco mais à frente, o porto das jangadas. Estas, ancoradas às margens de um mar tranquilo, são ícone de cartões postais. Nesse ponto, nos fins de tarde, assistimos à chegada dos pescadores com suas redes carregadas de peixes saltitantes. Alguns passos adiante, esses frutos do mar podem ser comprados fresquinhos, de todas as espécies, nos muitos boxes onde estão à venda, bem em frente à famosa sorveteria “50 Sabores”. Ponto de referência que eu não iria citar a toa, não fosse pra atiçar a sua saliva com o gosto gelado das frutas tropicais do nordeste.

Assim é a Avenida Beira Mar. De um lado, a praia. Do outro, hotéis, prédios suntuosos e restaurantes. Não é uma área adequada para banho. Mas, tem infinitas belezas e o melhor da nossa gastronomia. Há também uma tradicional feirinha que se ergue diariamente no calçadão, com tudo o que oferece o artesanato cearense. São bordados, crochês, rendas, redes, garrafinhas de areia colorida que retratam as paisagens do Ceará, castanha, docinho de caju e suvenires de todos os tipos.

Fortaleza tem atrativos para todos os gostos e estilos. Se você procura uma programação mais jovem, quer ver gente bonita e curtir uma balada, há diversas opções na cidade. À noite, os barzinhos são o ponto de encontro da galera. A partir das 2h da madruga, esses estabelecimentos dão lugar às boates mais badaladas. Depois, a onda é pegar um rango, ou se já for dia, tomar o café-da-manhã em alguma padaria da cidade.
Que barzinhos ir?Zug Choperia (Rua Professor Dias da Rocha, 579 – Aldeota)
http://www.zugchoperia.com.br/
A programação varia entre o jazz e o pop-rock nacional e internacional. Bandas ao vivo com programação de quarta a domingo revezam com vídeos exibidos nos telões.
M Bar (
A. Senador Virgilio Távora, 999, no cruzamento com a Av. Dom Luís, no Varanda Mall).
Gente bonita, cerveja gelada e boa música, ao vivo.
Butiquim (Rua Frederico Borges, 27, loja 1 – Varjota)Os destaques da casa são o bolinho frito feito com massa de feijoada, recheado com bacon e couve, e a moela ao molho de cerveja preta. Oferece música ao vivo nos fins de semana.
Picanha do Cowboy (Av. D Luís, 685 – Aldeota)
O ambiente é rústico com ar country. A música ambiente vem dos dvd’s musicais exibidos, exceto às noites de quinta-feira e sábado, que tem música ao vivo, no gênero pop-rock internacional.
Degusti (Rua Vilebaldo Aguiar, 352 – Papicu)
Esse bar é mais freqüentado pela galera “menos jovem”, digamos, os maiores de 30. O lugar é aconchegante e além da boa comida, você ouve do jazz, blues, pop-rock, à MPB e bossa-nova.
Amici’s Sport Bar (R. Dragão do Mar, 80 - Praia de Iracema)
http://www.buoniamicis.com.br/
Construído em um antigo galpão de cerca de 100 anos, totalmente restaurado e tombado pelo Patrimônio Histórico, o Amici's está localizado na área do complexo que forma o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, um dos principais pontos turísticos de Fortaleza.
Chopp do Bixiga (Rua Dragão Mar, 108) http://www.choppdobixiga.com.br/
Instalado em um sobrado pertencente a um casario do inicio do século XX, o Bixiga também fica no Centro Dragão do Mar. Famoso pelo apreciado “chopp de vinho”.

Obs.: Amici’s e Bixiga são quase vizinhos, e ficam no Centro Cultural Dragão do Mar. Zug, Picanha do Cowboy e M Bar ficam próximos um do outro. O Degusti fica mais isolado dos demais e não tem outros bares no entorno.
Depois do barzinho, a balada
Mucuripe Club (Travessa Maranguape, 108 – Centro)
http://www.mucuripe.com.br/
Complexo com cinco ambientes super modernos que oferecem diversas opções: da MPB ao Rock, passando pelo Axé, Samba, Forró, Reggae, Hip-Hop, Blues, Música Eletrônica, entre outros. O Mucuripe trouxe à cidade grandes nomes da música nacional e internacional, além de promover festas que já fazem parte do calendário nacional de eventos. Sexta-feira é o melhor dia!
Órbita (Rua Dragão do Mar, 207 – Praia de Iracema)
http://www.orbitabar.com.br/
Essa boate é super freqüentada nas noites de quinta e domingos. Os barmens são famosos pelas acrobacias no preparo dos drinks. E você dança ao som do Pop-rock e Black Music.
Saiu da balada com fome?MonteCarlo Padaria e Delicatessen 24h
http://www.montecarlo.ind.br/
Além de vender massas, pizzas, sanduíches finos e até sushis, o MonteCarlo é uma padaria 24h que costuma reunir a galera nos fins de festa. Para alguns é parada obrigatória pra forrar o estômago, antes de pegar o rumo de casa.
Mas, se você quer “dançar outra dança”, o tradicional forró cearense, vai a dica:
Terça e sexta é dia de forró

Arre Égua (Rua Delmiro Gouveia, 420 – Varjota)
http://www.arreegua.com.br/
O Espaço Cultural reproduz uma cidade cenográfica do interior do Ceará, com suas casas, igreja, clube, casa paroquial, barbearia, mercado público e casa da luz vermelha. Ótima opção para conferir o ritmo cearense: o forró pé-de-serra. Todas as terças e sextas-feiras, a partir das 21h.
Quinta à noite é dia de comer caranguejo na Praia do FuturoO fortalezense tem o hábito de comer caranguejo nas noites de quinta-feira. Já é tradição sair do trabalho e reunir a turma nas barracas da praia. Muitas oferecem o crustáceo ao som de uma boa música e cerveja bem gelada.
Algumas opções:
Vira Verão
http://www.barracaviraverao.com.br/
Itapariká
http://www.itaparika.com.br/
Coco Beach
http://www.cocobeachbrasil.com/
Croco Beach
http://www.crocobeach.com.br/



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A Praia do Futuro também é indicada para o dia. Entenda uma coisa: as praias de Iracema e Meireles são para passear, admirar e curtir a gastronomia. Mas, não são adequadas para banho e não têm barracas bacanas. Portanto, se você quer pegar uma praia em Fortaleza, o lugar é a Praia do Futuro. De contrapartida, para hospedagem eu não indico. Esta última, fica distante de todo o resto e não oferece quase nada no entorno, além da praia.

Há outras opções para banho, como o Porto das Dunas, onde fica o Beach Park, e as praias um pouco mais distantes. Já, já, a gente fala sobre essas opções imperdíveis. Mas não deixe de ir um dia à Praia do Futuro pela manhã. Escolha um quiosque pertinho do mar, ou fique dentro da barraca. Pra quem não conhece, “barraca de praia” em Fortaleza, especialmente, na Praia do Futuro, significa “infra-estrutura” da melhor qualidade. E eu chamo a atenção para esse detalhe porque ainda não passei por nenhuma cidade praiana do Brasil (e eu incluo todo o nordeste), que ofereça em variedade e qualidade, barracas a beira-mar do porte que a Praia do Futuro oferece. Elas têm piscina, parque aquático, massoterapia, banheiros sofisticados e alta cozinha. Tudo isso em plena praia e à beira-mar.

Não é improvável que você aviste um grupinho de gringos acompanhados de mulheres nativas. O turismo sexual existe, infelizmente. E você não está livre de se deparar com esse tipo de coisa. E ele não precisa estar escrachado. Às vezes, está subentendido nas aparências.

Tardes de sábado:
Colher de Pau – (Rua Ana Bilhar, 1178 – Varjota)
http://www.restaurantecolherdepau.com.br/
Tradicional casa cearense, especialista em cozinha nordestina. O pagode anima as tardes de sábado (a partir das 16h) e reúne muita gente jovem e solteira.

Se você faz um estilo mais pacato, e deseja uma programação mais cultural e gastronômica, seguem sugestões:Pôr-do-sol na Ponte dos Ingleses

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A Ponte dos Ingleses, popularmente conhecida como Ponte Metálica, costuma reunir as famílias e casais enamorados, só pra ver o pôr-do-sol, nesse bucólico recanto sobre o mar. Chegue às 5h. Em meia hora o sol se põe. É um espetáculo da natureza.
O sol se pôs?
Então, vá para o Centro Cultural Dragão do Mar!

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A boa, depois do pôr-do-sol na Ponte dos Ingleses, é ir direto para o Dragão do Mar que fica pertinho. Nesse centro cultural, você tem várias opções de museus, teatros, galerias de arte, cinemas, um planetário e muitos barzinhos. Enquanto chega a hora do chopp, não vai faltar o que fazer nesse complexo de arte e cultura. Tem um palco ao ar livre, onde há sempre shows de artistas da terra abertos ao público. E vale jogar conversa fora ao sabor do delicioso “Café Ouro Negro”, o carro-chefe do charmosérrimo Café Santa Clara (meu lugar preferido do Dragão).
Humor
O Ceará é berço do humor. Chico Anísio, Renato Aragão, Tom Cavalcante, Tiririca e Adamastor Pitaco são bons exemplos. Então, durante o ano inteiro, Fortaleza tem uma agenda de shows humorísticos de artistas locais, que acontecem em churrascarias, pizzarias, barracas de praia e teatros. Quando estiver em Fortaleza, adquira um dos jornais da cidade e consulte essa programação no Caderno de Cultura. Vir a Fortaleza e não assistir a um show de humor é como ir a Buenos Aires e não ver o tango.
Gastronomia. Lugares especiaisQuer comer o quê?
Frutos do Mar
Coco Bambu Frutos do Mar
(Av. Beira Mar, 3698)http://www.restaurantecocobambu.com.br/fortaleza.php - O lugar é super sofisticado, confortável, climatizado, tem vista para o mar, e a comida é perfeita. Ótima opção para o almoço e jantar. De dia, escolha uma mesa no mezanino, de frente para a praia, de preferência. À noite, a varanda superior é uma ótima e aconchegante pedida. Ao ar livre, dá direito à brisa e bela vista. Os pratos custam, em média, 60, 80 reais e servem até três pessoas.

Almoço Romântico a La Francesa
Piaf (Rua Silva Jatahy, 942) - Terça a sábado, almoço e jantar. Segunda, a partir das 18h, e domingo das 11h às 18h. Esse pequeno restaurante francês é especialmente aconchegante. No almoço, serve deliciosos pratos executivos com sobremesa inclusa, a preços bem justos (R$19,00). A comida é para comer com os olhos, antes de saborear. Uma verdadeira obra de arte. E a decoração também é um primor.

Comida Típica
Coco Bambu Pizzaria e Tapiocaria
(R. Canuto de Aguiar, 1317 – Meireles)
http://www.pizzariacocobambu.com.br/
Restaurante regional, com decoração rústica e vários ambientes. No almoço, delicioso self service. À noite, pizza no forno à lenha, tapiocas, crepes, etc..

Pizza (forno à lenha)
Coco Bambu Pizzaria e Tapiocaria (Rua Canuto de Aguiar, 1317 – Meireles)
http://www.pizzariacocobambu.com.br/
Geppo’s (Av. Beira Mar, 3222 e Av. Desembargador Moreira , 1011)http://www.geppos.com.br/sis.index.asp?pasta=1&pagina=23
Vignoli (Silva Jatahy, 1600 ou Frederico Borges, 125)
http://www.pizzavignoli.com.br/
Consagrada pela Veja Fortaleza como a melhor pizzaria de Fortaleza. A massa é fininha e crocante e deve ser comida com a mão. Para isso, eles disponibilizam luvas descartáveis. O ambiente é bem aconchegante.

Sefs Services (com ótima comida e ambiente)
Limone (Rua Pereira Valente, 1146)
Regina Diógenes (Av. Desembargador Moreira, 605 B)
Coco Bambu (R. Canuto de Aguiar, 1317 – Meireles)


Sushi
Soho (Avenida Senador Virgílio Távora, 999 - loja 06 – Meireles)Moyashi (Rua Frederico, Borges, 427 – Varjota)
http://www.moyash.com.br/
Dallas (Av. Dom Luis, 1219 – Meireles)
http://www.dallasfortaleza.com.br/
Casa do Frango (Av. Barão de Studart, 789)
http://www.casadofrango.com.br/
Ryori (Av. Dom Luis, 1113 – Meireles)
http://www.ryori.com.br/

Massas
Familia Giuliano (Av. Washington Soares, 909 - Shopping Salinas)
http://www.famigliagiuliano.com.br/fortaleza.html

Rodízio/Buffet
Boi Preto
(Av. Beira mar, 2500)
http://www.churrascariaboipreto.com.br/
Sal e Brasa (Av. Abolição, 3500 – Meireles)

http://churrascariasalebrasa.com.br/site/#/fortaleza/
Spettus (Av. Washington Soares 909 - Shopping Salinas)
Beach Park (Rua Porto das Dunas, 2734 Aquiraz – CE)
O Beach Park é um complexo que abriga várias áreas voltadas para diversão, lazer e turismo. Entre elas, o Aqua Park, o maior parque aquático da América Latina. São mais de 170 mil metros quadrados de diversão e emoção. Oferece várias opções de entretenimento, como o Maremoto, a maior piscina de ondas da América Latina, vários toboáguas, com destaque para o Insano, o mais alto do mundo, com 41m de altura, o rio artificial e nove áreas temáticas. Está localizado a 16 km de Fortaleza. Além do Aqua Park, há o Beach Park Suites Resort e Beach Park Praia, uma área à beira-mar com restaurantes e bar. Se você tiver oportunidade, passe um fim-de-semana no resort do complexo. Ou, no mínimo, um dia inteirinho por lá. Vale muito a pena! Não esqueça o protetor solar. Fortaleza tem uma briza constante que refresca, disfarçando os efeitos nocivos do sol.
Praias
As praias do Ceará são famosas mundialmente. Tudo o que a natureza reúne de belo, pode ser visto no paradisíaco litoral cearense. Cada praia é única, tem sua singularidade. Abaixo, apenas algumas. Veja as fotos e tente descobrir (se for capaz) por qual você se sente mais atraído.

Lagoinha (130 km de Fortaleza)
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Fleixeiras (148 km de Fortaleza)
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Canoa Quebrada (166 km de Fortaleza)
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Praia das Fontes (87 km de Fortaleza)
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Jericoacoara (350 km de Fortaleza)
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Mundaú (150 km de Fortaleza)
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Compras
Monsenhor Tabosa
Uma rua comercial com vários quarteirões de lojas de calçados e confecção local.
Mercado Central
No Centro da cidade, é um bom lugar para comprar todos os tipos de artesanato, lembrancinhas e a tradicional castanha de caju, por um preço justo. Dica: pechinche!

Bem, espero que esse roteiro ajude a fazer mais feliz, a sua estada no Ceará. Aproveito para convidar você, leitor, conterrâneo ou não, a usar o espaço de comentários para considerações, críticas, ou novas dicas que contribuam para mostrar, fielmente, “o melhor de Fortaleza”.
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Fotos divulgação.



Durante o ano inteiro, viajo bastante a trabalho. O suficiente para entrar em pânico, se eu me deixasse impressionar pelo número expressivo de acidentes aéreos nos últimos anos. De contrapartida, procuro encarar com naturalidade os desígnios do ofício, inclusive, pelo aspecto inevitável de, tão frequentemente, ficar longe da minha amada família, de quem recebo o apoio imprescindível. Faz parte, também, a habitual troca do aconchego do lar pelos impessoais quartos de hotel. Sem falar dos enfadonhos aeroportos, conexões, e o “arrumamalaê” estressante.

São tantos destinos que esqueço onde comprei aquela lembrancinha, ou determinado livro, etc.. Aliás, nunca li tanto, quanto ultimamente. Que seria de mim sem a companhia de uma boa leitura nos “chás de cadeira” das salas de embarque, e durante as horas compridas de voo? É uma profissão desafiadora, bem ao estilo aventureiro de uma sagitariana. E que, por outra perspectiva, a que eu prefiro antepor o meu olhar, me permite o privilégio de conhecer muitas culturas, prazeres da variada gastronomia, e um monte de lugares do País. Também contribui para que eu me relacione com muita, muita gente de todos os sotaques, o que me rende grandes e inestimáveis amizades.

Nas minhas andanças, a reincidência de um fato curioso: as pessoas, quase que por unanimidade, demonstram surpresa quando digo que sou de Fortaleza. Um sorriso seguido de pausa e uma exclamação. Um ritual constante quando soa a palavra Fortaleza. E seguem-se os mais rasgados elogios a essa cidade que todos anseiam voltar ou conhecer.

Fortaleza virou estrela, ao discurso persuasivo de uma bairrista cearense. Um tema “quebra-gelo” que sempre precede minhas reuniões de trabalho. E eu não perco a oportunidade, lógico, de pôr um azeite nessa predileção pela Terra da Luz. Assim, depois de “vender o meu peixe”, o convite para umas férias no Ceará ganha um tom de provocação. Uma "viagem na maionese" pelos próximos 60 segundos, enquanto eu me predisponho a fazer um roteiro de tudo o que Fortaleza tem de bom. Onde comer, o que fazer, e lugarzinhos especiais que só quem conhece, indica.

Já teve gente que veio conferir (e aprovou) o Festival de Jazz e Blues da nossa bela Guaramiranga, e várias outras ameaças que se amontoam a cada viagem, nas prosas pré e pós-reunião. Uma boa e nobre causa para elaborar o prometido roteiro (muita responsa!) que pretendo postar aqui, de bandeja e com tapete vermelho, para os meus amigos publicitários de por aí afora. E, também, para quem mais quiser arriscar os conselhos turísticos dessa nativa que adora sua terra natal.

Sinto-me verdadeiramente privilegiada por morar em Fortaleza. Mais ainda, após percorrer quase todo o País. Para mim, o Ceará é um dos lugares mais bonitos e interessantes para se viver. Tenho me deparado com muita coisa de encher os olhos, é verdade. O Brasil é lindo. Mas, também me vejo, por vezes, decepcionada. Cidades, as quais eu guardava grande expectativa, e que me pareceram mal cuidadas, ou velhas, ou tristes.

Desde criança (e quem me conhece na intimidade, bem sabe), eu tenho a mania de adivinhar como vivem as pessoas, se são felizes, tristes, chatas ou legais, a partir das fachadas de suas casas, dos móveis, trajes e fisionomias. Capto tudo em um segundo. Portão aberto é prato cheio pra mim. Crio as minhas impressões e vou construindo as minhas “verdades imaginárias”. É um hobby esquisito e, talvez, engraçado. Gosto de fazer isso. E faço com discrição pra não levar a fama de “reparadeira”.

Às vezes, vejo a felicidade na singeleza do jardim de uma casa simples, nas janelas escancaradas, no vaso sobre a mesinha ou num pé de jambo frondoso. E posso sentir a melancolia na frieza de uma bela mobília, no interior obscuro, no silêncio ou no vazio de uma dessas “portas abertas”, desses muros baixos, onde o meu olhar esticado consegue entrar.

Quando viajo, então, não resisto à prática desse “sacrifício” de reparar a vida alheia. É fascinante pra mim. Cada cidade é um desafio a desvendar. Sempre que possível, gosto de caminhar a pé pelas ruas, principalmente, se eu estiver num lugar friozinho. Sinto a atmosfera, o sol brando tocar a minha pele e vou pensando sobre o jeito de viver daquele povo. Sinto-me cada um deles e experimento sensações inúmeras. Serei normal?

É um exercício interessante quando se está só, longe de tudo e de todos. Um momento só meu, que também me faz pensar na minha própria vida, nos meus projetos para o futuro que são bem ousados, porém, pacatos (talvez eu os conte aqui). Mas, sobretudo, são vivências que me abrem clareiras no propósito íntimo de me tornar uma pessoa melhor a cada dia, mais atenta às pessoas que eu amo, mais segura dos meus valores. E que, portanto, me instigam a zelar pela qualidade dos momentos que estou entre a minha família. Nada me enche mais de alegria, que o dia do regresso ao lar. Sobrevoar Fortaleza é uma euforia. Felicidade é voltar pra casa, onde não só os meus olhos adentram, mas, o meu coração e a minha alma.
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Foto divulgação.