COMO VAI A SUA RELAÇÃO COM O DINHEIRO?

Somos uma sociedade capitalista, mas a Educação Financeira é um tema pouco discutido na vida doméstica, o que é um contra-senso. O ser humano, desde o seu nascimento, participa de um processo contínuo e inesgotável de aprendizagem, nos mais variados âmbitos. Mas, raramente é preparado para a disciplina financeira.

Cresce numa conjuntura extremamente consumista, cercado pelo supérfluo que a mídia transforma em “necessidade”, e sob uma série de influências que contradizem todos os preceitos básicos para uma vida economicamente equilibrada. Nem mesmo a “matemática”, presente na grade curricular das escolas, durante a sua longa trajetória em sala-de-aula, apresenta um só ensaio da “tabuada financeira” que vai orientar os hábitos de conduta do jovem na sua relação com o dinheiro.

A família, por sua vez, raramente provê essa lição. Na primeira oportunidade, outorga o cartão de crédito ao filho, sem que este tenha o menor conhecimento acerca do poder e conseqüências dos “juros sobre juros”. O adolescente, não tendo aprendido a administrar a mesada, dificilmente será capaz de gerir o próprio salário, com grande probabilidade de ficar fadado a uma vida economicamente instável.

O equilíbrio e prosperidade financeira exigem algumas regras básicas muito simples, mas de difícil prática. Não temos essa “habilidade”, porque não recebemos orientação para lidar com esta questão, da mesma maneira como somos tão energicamente cobrados para seguir os preceitos dos “bons costumes”, por exemplo. O segredo, não está em quanto se ganha. Mas, em como usamos o dinheiro. Quem de nós não tem um parente ou vizinho detentor de um salário bem menor que o de muita gente que vive apertada, porém, com uma vida extremamente organizada? Contas pagas pontualmente, e ainda sobra um dinheirinho para o lazer! Não é verdade?

Adequar o consumo à nossa realidade econômica é a primeira medida a se tomar. A Educação financeira permeia três vertentes que conduzem ao tão ansiado equilíbrio da economia doméstica. A princípio, se faz necessária uma fonte de renda. Habitualmente, um trabalho que gere uma receita. Não gastar tudo o que se ganha é a segunda imprescindível regra. E destinar essa parcela poupada para uma modalidade de investimento é a última etapa, responsável pela paz psicológica e a construção de um patrimônio próspero ao longo da vida.


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1 comentários:

    Cristina Grangeiro disse...
    Este comentário foi removido pelo autor.
  1. ... on 8 de março de 2009 05:32