Se fosse possível congelar momentos,
Faríamos desses, perpétuos,
Para sentirmos mais uma vez
Cada um desses instantes únicos.

Para coser com linha perene,
Esses retalhos de felicidade.
Dias que viram lembranças.
Fotografias que se emolduram na memória
Como fragmentos de história.

Pois, se a vida é efêmera,
E pela janela do tempo, escapole,
Breve e intangível,
A amizade verdadeira é plena,
E se preserva indelével,
Nas redomas do coração.
.
.
Obs.: por justa reivindicação da nossa linda Déia, mudei a foto (a outra cortava-lhe a cabeça). Somos o único "quinteto de seis" do planeta Terra. Da esquerda pra direita, e de cima pra baixo, somos: Luiza, Ilnah, eu, Renata, Daniele e Andréa.



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Desde o ingresso na Publicidade, duas décadas atrás, a minha rotina de trabalho é intensa. Como algumas profissões, a publicidade absorve bastante o nosso tempo e energia. Nos primeiros onze anos em Agência, eu vivi uma época de muito entusiasmo, descobertas e imersão. Mas tudo era imprevisível. Não havia hora certa pra encerrar o expediente, e eu nunca sabia se iria, ou não, conseguir sair pra almoçar em casa (aqui em Fortaleza, as pessoas têm esse bendito hábito). E não foram raras as vezes que eu virei noites trabalhando como um zumbi, debruçada em Campanhas do Governo, na guerra das licitações públicas que prometiam verbas cobiçadíssimas e duramente disputadas entre as Agências (até hoje). Cada parte envolvida tinha uma grande responsabilidade no processo. Então, o estresse era enlouquecedor.

Naquele tempo, a única forma de uma Agência suprir à necessidade por determinado profissional era buscá-lo no próprio mercado, oferecendo-lhe uma proposta financeira compensadora, o que provocava ascensões rápidas e uma grande rotatividade desses profissionais. O único curso de Comunicação, em Fortaleza, só oferecia habilitação em Jornalismo. Portanto, as Agências dispunham apenas daquelas pessoas que trabalhavam na área, com tempo de experiência. Eu mesma, só vim ingressar na faculdade quando já tinha anos de profissão. E, ainda assim, depois de quatro semestres, decidi mudar para o jornalismo, pois além da tendência e gosto pela literatura, o curso não trazia nada de novo pra mim, além de passar uma teoria bem diferente da prática que eu tão bem conhecia.

O jornalismo foi uma paixão que durante a faculdade me fez pensar muitas vezes em largar a publicidade. Nessa época, eu já trabalhava em veículo de comunicação, na área comercial, e durante as manhãs de sábado eu trocava o meu descanso, a minha casa, pela Redação, onde era colaboradora voluntária, por deleite. Eu amava aquele setor do Jornal. Gostava de estar entre aquela gente que respirava informação. Sentia-me no meu habitat. Pouco antes de me formar, pus os pés no chão, e me conscientizei de que eu não tinha idade e nem retaguarda para começar do zero uma nova profissão. Eu já havia construído uma história na publicidade, ganhava um bom salário. Dificilmente conseguiria os mesmos patamares como jornalista. Fiz a opção mais sensata e realista. Em compensação, a publicidade apresentou-me caminhos novos e oportunidades que me proporcionam até hoje boas realizações.

Mas nunca deixei se perder de mim a veia jornalística. Faz parte da minha essência. Nas horas vagas, eu escrevo, eu leio, eu escrevo... Por mero prazer. E quanto mais escrevo, mais necessidade sinto de expressar tudo o que me vem à cabeça. E são tantas coisas, que já fico pensando no próximo texto, antes mesmo de concluir o que estou escrevendo. E, algo me diz que, lá na frente, vou dedicar mais tempo da minha vida à escrita. Eu tenho planos para o futuro. Preparo-me para ele. O futuro. A colheita. De uma vida cheia de histórias pra contar. Um outro estilo de viver. Diferente, ousado. Excêntrico? Talvez. São os meus sonhos de amanhã. Mas, isso, é assunto para a próxima conversa.


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